Desenvolvimento do bebê

Vínculo entre a mãe e o bebê começa no início da gestação

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o vínculo entre mãe e filho já começa no início da gravidez e é influenciado pelas expectativas e forma de interação estabelecidas pela gestante desde os primeiros dias da gestação.

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De acordo com os pesquisadores, esse primeiro contato, que costuma ser feito, especialmente, por meio de conversas com o bebê, é um precursor da ligação que será criada entre ambos. 59% das grávidas que participaram do estudo disseram interagir com o filho através de diálogos. Também foram apontados como meios de comunicação entre a mãe e a criança a movimentação do bebê (46%) e o toque da barriga (28%).

Segundo Aline Gomes, psicóloga e fundadora do Projeto Mamãe Te Apoio, a voz materna é super importante para o bebê. “É na gestação que ele começa a compreender os comportamentos da mamãe – e com quem ela interage – e a desenvolver sua personalidade”, diz a especialista. “Todo bebê quer ser amado. Esse desejo faz parte de seu instinto natural. Para que seja amado, o feto já começa a captar como deve se comportar para poder ser aceito pela mãe e pela família. Esses estímulos são absorvidos através da audição, dos sentimentos que a mãe emana e do toque na barriga”, explica.

A partir do 3º mês de gestação, o aparelho auditivo do feto já está apto a perceber sons. “A resposta ao som da fala se dá próxima à 24ª semana. Já no 3º trimestre, o feto aprende muito do seu ambiente através dos sons externos”, afirma Aline.

Mas a comunicação entre mãe e bebê não se limita à fala. “Toques e carinhos na barriga, além de fazer relaxar e se sentir em paz, também são formas de passar mensagens ao bebê. Ouvir uma música que deixe a mãe emocionalmente bem transmite boas sensações ao feto, do mesmo jeito que a irritação e estresse também podem ser sentidos”, diz a psicóloga.

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Crédito: Reprodução

No livro Palavras Para Nascer, a autora Myriam Szejer explica como bebês prematuros e recém-nascidos se fortalecem emocionalmente com as palavras de afeto que lhes são direcionadas ainda na maternidade. A autora baseou sua teoria em experimentos realizados com crianças que foram abandonadas ou ficaram órfãs ainda na maternidade. Contar para o recém-nascido a sua história e a sua origem é alimentar com qualidade a sua identidade.

Outra pesquisa feita pelo pelo Hospital da Criança de Estocolmo, na Suécia, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, também concluiu que o aprendizado da linguagem começa ainda na gravidez. A observação de recém-nascidos de ambos os países, por exemplo, demonstrou que os pequenos tendem a prestar mais atenção em sons (no caso, vogais pronunciadas pelas mães) de suas línguas nativas.

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