Mães de primeira viagem

Mães superprotetoras: conheça as consequências para a mãe e a criança

Você é o tipo de mãe que se envolve nos problemas dos filhos, supervaloriza as suas ações, não deixa ele dormir na casa de um colega da escola e não consegue negar um pedido feito pelo pequeno? Sim? Então, fique atenta e leia esta reportagem.

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Toda mãe tem o instinto natural de proteger os filhos. O problema é que o cuidado e proteção em excesso podem prejudicar o desenvolvimento da criança. Mães que têm o hábito de fazer de tudo pela criança e evitar que os filhos tenham qualquer tipo de frustração ou autonomia são consideradas mães superprotetoras.

“Esse tipo de mãe coloca o filho em uma bolha. Ela não permite que ele sofra, caia, se machuque ou resolva um problemas sozinho”, explica Patrícia Ruggiero Navega, psicodramatista e terapeuta especializada pela Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama.

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Mulheres que se tornaram mães mais velhas ou que possuem uma agitada rotina de trabalho têm mais chances de agir como uma mãe supeprotetora. Quando há a maternidade tardia, a mulher costuma transferir para a educação do filho todos os seus medos e inseguranças. Além disso, como houve muita expectativa para o nascimento da criança, as mães querem que a vida do pequeno seja perfeita.

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“Já no caso das mulheres que são mães e trabalham muito, elas podem se tornar mães superprotetoras porque querem suprir a falta que elas acreditam que a criança sente da mãe, uma vez que elas são focadas no trabalho e acabam sendo controladoras ao extremo”, diz a psicodramatista.

Problemas para a criança

A todo o momento a mãe superprotetora tenta satisfazer as vontades dos filhos, enchendo-os de presentes e cedendo a todo e qualquer pedido, sem impor regras e limites na educação. Isso faz com que as crianças enfrentem barreiras para desenvolver a autonomia e autoconfiança.

“As mães superprotetoras fazem com que seus filhos se tornem crianças inseguras porque eles não são capazes de administrar os seus próprios conflitos e dificuldades”, afirma Patrícia. “No futuro, eles serão adultos incapazes de tomar decisões e com menos criatividade”, completa.

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Além disso, o hábito de superproteger os filhos é prejudicial para as próprias mães, que acabam tendo dificuldades de manter outras relações porque o foco central de suas vidas é o bem-estar das crianças.

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“As mães devem responder a pergunta: o que mais eu tenho feito da minha vida após a maternidade?. Se a resposta incluir apenas os afazeres com a criança, a mulher tende a perder a sua essência e se anular como pessoa”, conta a psicodramatista.

É importante que a mulher lembre que tem uma vida além da maternidade. Ela é esposa, amiga, dona de casa e funcionária, por exemplo. “É recomendável e saudável que a mulher continue exercendo mais de um papel após a maternidade”, diz Patrícia.

Como dar autonomia às crianças?

Para que os pequenos tenham um desenvolvimento saudável e possam ter autonomia e para que você não se torne uma mãe superprotetora, a Patrícia Ruggiero Navega preparou algumas dicas. Dê uma olhada:

  • Entenda que você não conseguirá evitar as frustrações dos seus filhos e que isso será bom para o aprendizado da criança
  • Permita que as crianças consigam resolver alguns problemas sozinhas
  • Ouça o que as crianças têm a dizer
  • Mostre que você confia em seus filhos
  • Comece a negociar com o seu filho. Isso lhe dará liberdade e fará com que ele desenvolva a responsabilidade
  • Deixe que ele descubra o mundo, afinal, ele precisa aprender a cair e a se levantar
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